Sejam todos muito bem-vindos! Depois de um ano de sucesso é chegada a hora de "mimar" o nosso blogue alterando-lhe o visual... ;) Alteram-se umas coisas, mas continua-se a apostar no mais importante: Partilha, Estudo e Brincadeira... para que possamos aprender sempre um pouco mais! Portanto mãos à obra, pois "Saber é Poder"!!! ;) Hugs and Kisses
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sexta-feira, 21 de março de 2025

Dia Mundial da Poesia

 


Trabalho realizado pelos alunos do 6F

sexta-feira, 13 de maio de 2022

Para quem quer aprender a escrever Poesia!!!!


Maria Alberta Menères escreveu a obra “O poeta faz-se aos dez anos”.
Será que tu, com 10 anos ..mais ou menos...também vais conseguir escrever poesia? Ora experimenta e verás como te vais divertir...e sobretudo APRENDER !
Clica no LINK ou na imagem e dá asas à tua imaginação...



quinta-feira, 12 de maio de 2022

Texto poético

Poesia é o nome que se dá à arte de escrever em verso e os Poemas correspondem às composições ou textos escritos em verso.

O texto poético (ou poema) é aquele que parece falar-nos “ao coração”. 
Caracteriza-se pelo uso de certos vocábulos, recursos expressivos e musicalidade que transmite.
A ele estão aliados os versos, as estrofes e a rima .

Verso: as palavras que correspondem a cada linha do poema.

Estrofe: 
grupo de versos (de número variável).

Se a estrofe possui…
  • 1 só verso chama-se monóstico
  • 2 versos chama-se dístico
  • 3 versos chama-se terceto
  • 4 versos chama-se quadra
  • 5 versos chama-se quintilha
  • 6 versos chama-se sextilha
  • 7 versos chama-se sétima
  • 8 versos chama-se oitava
  • 9 versos chama-se nona
  • 10 versos chama-se décima


Rima: é a repetição de certos sons, entre duas ou mais palavras, o que torna os poemas mais bonitos.
Exemplos: emparelhada cruzada interpolada branca .

Emparelhada: a a b b c c

Quem planta uma floresta a
planta uma festa 
Planta a música e os ninhos b
faz saltar os coelhinhos b

Luísa Ducla Soares, A Gata Tareca e outros poemas levados da Breca, (excerto)


Cruzada: a b a b

Hoje os chapéus das senhoras a
cheios de aselhas e véus b
são capachos, são vassouras a
são tudo, menos chapéus b

António Aleixo, Este livro que vos deixo , (excerto)


Interpolada: a - - a

A flor é álacre, a
de pétalas vermelhas b
E a ave c
prende nas suas penas d
frisadas centelhas … b

Saul Dias , Obra Poética (excerto)


Branca: 
a b c d …

A flor a
e a ave! b

Uma quieta, c
a outra d
esvoaçando em redor … e

Saul Dias , Obra Poética (excerto)



Os recursos expressivos são processos, utilizados pelos autores, para tornar o texto literário mais belo, sugestivo e eficaz.


Aqui ficam alguns dos recursos expressivos mais utilizados:

  • Onomatopeia
  • Adjectivação
  • Personificação
  • Comparação
  • Repetição
  • Interjeições
  • Aliteração
(Vê em recursos expressivos)



in "http://portugues2c.cvg.com.pt"

sexta-feira, 1 de abril de 2022

Poesia...numa ida à biblioteca! (para inspirar)

sábado, 12 de junho de 2021

A bela Infanta




 BELA INFANTA


Estava a bela infanta
No seu jardim assentada,
Como o pente de oiro fino
Seus cabelos penteava.
Deitou os olhos ao mar
Viu vir uma nobre armada;
Capitão que nela vinha,
Muito bem que a governava. 1
– «Diz-me, ó capitão 2
Dessa tua nobre armada,
Se encontraste meu marido
Na terra que Deus pisava?»
– «Anda tanto cavaleiro
Naquela terra sagrada...
Diz-me tu, ó senhora,
As senhas que ele levava.»
– «Levava cavalo branco,
Selim de prata doirada;
Na ponta da sua lança 3
A cruz de Cristo levava.»
– «Pelos sinais que me deste 4
Lá o vi numa estacada
Morreu morte de valente:
Eu sua morte vingava.»
– «Ai triste de mim viúva,
Ai triste de mim coitada!
De três filhinhas que tenho,
Sem nenhuma ser casada!...»
– «Que dirias tu, senhora,
A quem no trouxera aqui?»
– «Dera-lhe oiro e prata fina,
Quanta riqueza há por i.»
– «Não quero oiro nem prata,
Não nos quero para mi:
Que darias mais, senhora,
A quem no trouxera aqui?»
– «De três moinhos que tenho,
Todos três tos dera a ti;
Um mói o cravo e a canela 5
Outro mói do gerzeli: 6
Rica farinha que fazem!
Tomara-os el-rei pra si»
– «Os teus moinhos não quero
Não nos quero para mi;
Que diria mais senhora,
A quem to trouxera aqui?»
– «As telhas do meu telhado
Que são oiro e marfim.»
– «As telhas do teu telhado
Não nas quero para mi:
Que darias mais, senhora,
A quem no trouxera aqui?»
– «De três filhas que eu tenho, 7
Todas três te daria a ti:
Uma para te calçar,
Outra para te vestir,
A mais formosa de todas
Para contigo dormir.»
– «As tuas filhas, infanta,
Não são damas para mi:
Dá-me outra coisa senhora,
Se queres que o traga aqui.
– «Não tenho mais que te dar,
Nem tu mais que me pedir.» 8
– «Tudo, não, senhora minha,
Que inda te não deste a ti.»
– «Cavaleiro que tal pede,
Que tão vilão é de si 9
Por meus vilões arrastado
O farei andar aí
Ao rabo do meu cavalo. 10
À volta do meu jardim
Vassalos, os meus vassalos,
Acudi-me agora aqui!»
– «Este anel de sete pedras
Que eu contigo reparti...
Que é dela a outra metade?
Pois a minha, vê-la aí!»
– «Tantos anos que chorei, 11
Tantos sustos que tremi!...
Deus te perdoe, marido,
Que me ias matando aqui.»
Almeida Garrett, Romanceiro
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Bela Infanta, uma das mais belas narrativas poéticas da tradição oral portuguesa, é de inquestionável origem medieval. Surgiu no século XVI, tempo das grandes navegações, quando os homens deixavam suas mulheres e se lançavam ao mar sem certeza de retorno. Esta versão foi recolhida na Beira Baixa e embelezada por Almeida Garrett, quem pela primeira vez em Portugal iniciou o trabalho de recolha, estudo e publicação da nossa poesia tradicional oral, cujo resultado deu origem a três volumes intitulados Romanceiro (1851). Bela Infanta «é sem questão a mais geralmente sabida e cantada de nossas xácaras populares» afirma Garrett.
Neste romance, o tema principal é o regresso do marido que a infanta espera sentada no seu jardim. O tempo da ação é indeterminado, pois as marcas temporais não são precisas. Porém, podemos afirmar que a ação se desenrola numa época histórica, o tempo da Expansão e das Cruzadas: «Viu vir uma nobre armada;», «Se encontraste meu marido / Na terra que Deus pisava.», «Na ponta da sua lança / A cruz de Cristo levava.» 

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ESTRUTURA DA AÇÃO
Ordem existente
Situação Inicial
Acontecimento perturbador
«Estava a bela Infanta no seu jardim assentada…»
«Viu vir uma nobre armada»
Ordem perturbado
Dinâmica do desequilíbrio
Forço retificadora
Notícia da morte do marido / a viuvez
As senhas pedidas pelo capitão
Ordem restabelecida
Situação final
Reconhecimento do marido

TEMPO
TEMPO
Tempo indeterminado - «estava…» (característica da literatura oral tradicional).
Tempo histórico - Descobrimentos (referências ao «oiro fino»à nobrarmada, às especiarias - cravo, canela, “gerzell” -, ao ouro, à prata e ao marfim; referência às cruzadas, à «terra que Deus pisavaou Terra Santa no Médio Oriente, com o cavaleiro que levava «selide prata doirado», um cavalo branco e a «cruz de Cristo» na ponta da sua lança).

ESPAÇO
Espaço muito restrito – Jardim (local de encontro); alusão ao mar («viu vir uma nobre armada») e ao Oriente Médio (à Terra Santa).

PERSONAGENS
A Infanta e o Capitão; referências às três filhas e aos vassalos.

GRADAÇÃO DAS PROVAS
Nível material: oiro e prata  moinhos  telhas.
Nível de relação afetivo-espiritual: ela própria.

TEMA
Fidelidade.
CLASSIFICAÇÃO
Romance tradicional novelesco (ou xácara popular, na expressão de Almeida Garrett), com elementos do romance histórico marítimo.

SIMBOLOGIA
Jardim – local do encontro amoroso.
Cabelos – a beleza feminina, mas também os fios que ligam à vida e ao amor.
Sinais do cavaleiro: selim de prata dourada – simboliza a nobreza; lança com a cruz de Cristo – guerreiro com espírito de cruzada.
Oiro, prata e marfim; cravo, canela e «gerzeli» - riqueza material / estatuto social e económico.
Moinhos – subsistência: o alimento.
Telhas – a própria casa: a existência.
Número 3 – a perfeição; a totalidade; a globalidade.
Número 7 – o completar de um ciclo; o repouso do herói; a felicidade; o encontro com a verdade.

LINGUAGEM E ESTILO
Linguagem simples, metafórica, oral e coloquial, emotiva, com marcas épico-líricas dramáticas; a descrição narrativa inicial dá lugar ao diálogo, onde predominam as frases de tipo exclamativo e interrogativo.

...in:https://folhadepoesia.blogspot.com/2018/07/bela-infanta.html

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Sílaba poética (ou métrica)

Métrica é a medida de um verso, definida pelo número de sílabas poéticas (ou métricas) que ele possui.
A sílaba poética nem sempre corresponde a uma sílaba gramatical. Na divisão (ou contagem) das sílabas poéticas de um verso, considera-se as emissões de voz do verso como um todo. Além disso, conta-se apenas até a última sílaba tônica do verso. Essa contagem é chamada de escansão.
Observe a escansão destes versos do poema “Canção do exílio”, de Gonçalves Dias.
Mi/nha/ ter/ra/ tem/ pal/mei/ras,/             ( 8 sílabas gramaticais )
Mi/nha/ te/rra/ tem/ pal/mei/ras,              ( 7 sílabas poéticas )
On/de/ can/ta/ o/ Sa/bi/á;/                         ( 8 sílabas gramaticais )
On/de/ can/ta o/ Sa/bi/á;/                          ( 7 sílabas poéticas )
As/ a/ves/ que/ a/qui/ gor/jei/am,/            ( 9 sílabas gramaticais )
A/s a/ves/ que a/qui/ gor/jei/am,              ( 7 sílabas poéticas )
Não/ gor/jei/am/ co/mo/ lá./                     ( 7 sílabas gramaticais )
Não/ gor/jei/am/ co/mo/ ./                     ( 7 sílabas poéticas )
No último verso, há correspondência entre sílaba gramatical e sílaba poética.
Os versos do poema de Gonçalves Dias são heptassílabos ou versos de redondilha maior (sete sílabas poéticas).
Observe a escansão destes versos do “Soneto do Maior Amor”, de Vinícius de Moraes.
Mai/o/r a/mor/ nem/ mai/s es/tra/nho e/xis/te
Que o/ meu/, que/ não/ so/sse/ga a /coi/sa a/ma/da
E/ quan/do a /sen/te a/le/gre/, fi/ca/ tris/te
E/ se a/ vê/ des/con/ten/te/, dá/ ri/sa/da.
Os versos do soneto de Vinícius de Moraes são decassílabos (dez sílabas poéticas).

in:

 blog. http://professoramarialucia.wordpress.com/2013/10/26/silaba-poetica-ou-metrica

Sílaba métrica /sílaba poética

Sílaba métrica ou sílaba poética

Sílaba métrica ou sílaba poética, é a sílaba contada no verso, tal como é apercebida pelo ouvido.  A contagem das sílabas métricas difere da gramatical.
Por exemplo: no verso de Camões "e viva eu cá na terra sempre triste":Exemplo Sílaba métrica ou sílaba poética
Este verso tem tem doze sílabas gramaticais, mas apenas dez sílabas métricas, sendo o -is de "triste" a última contabilizada.
Uma das principais diferenças reside no facto de, na contagem métrica, não se contabilizarem as sílabas que se seguem à última sílaba tónica.

Contagem das sílabas

À contagem do número de sílabas métricas de um verso é denominado por escansão, sendo que o total das sílabas poéticas deve ser igual para cada espécie de verso, pelo que é necessário saber a maneira de fazer essa contagem.
Em português existem doze espécies de versos, que podem medir desde uma a doze silabas métricas. Esta contagem deve ser feita da seguinte forma:
  1. A contagem termina sempre na sílaba tônica da última palavra de cada verso. Dispensa-se da contagem as demais sílabas dessa mesma última palavra, se houver;
  2. A cada verso inicia-se nova contagem (dispensa-se as sílabas que sobraram da última palavra do verso anterior);
  3. Na contagem, ignora-se sempre quaisquer pontuações;
  4. Só contam as sílabas dos versos até a última tónica;
  5. Quando uma palavra terminar por vogal átona e a palavra seguinte começar por vogal, também átona, as sílabas que contêm essas vogais constituirão uma só sílaba métrica, essas figuras poéticas denominam-se por hiatos;
  6. Os hiatos podem transformar-se em ditongos e estes, embora com menos frequência, em hiatos;
  7. Quando uma palavra termina por M e a seguinte começa com vogal, pode haver o desaparecimento da consoante, esta figura poética denomina-se por Ectlipse;

Recursos /figuras poética:

  • Sinalefa – Contração existente quando a última vogal de uma palavra, transforma-se numa semivogal, formando assim um ditongo com a vogal que inicia a palavra seguinte;
  • Elisão – Contração existente quando a última vogal de uma palavra, é completamente assimilada pela vogal que inicia a palavra seguinte, desaparecendo assim;
  • Crase – Contração existente quando a última vogal de uma palavra, é igual à vogal que inicia a palavra seguinte, fundindo-se numa só;
  • Ectlipse – Contração existente quando a última vogal de uma palavra nasal, perdendo a sua nasalidade para formar um ditongo com a vogal que inicia a palavra seguinte;
  • Hiato – Figura poética que surge quando uma palavra terminar por vogal átona e a palavra seguinte começar por vogal, também átona, as sílabas que contêm essas vogais constituirão uma só sílaba métrica;
  • Diérese - Separação de duas vogais seguidas dentro de uma mesma palavra, de modo a que constituam duas sílabas diferentes;
  • Sinérese - União de duas vogais, no interior da mesma palavra, que originalmente não formavam ditongo, de modo que constituam uma única sílaba;

Classficação das silabas métricas:

  • 1 sílaba – Monossílabo
  • 2 sílabas – Dissílabo
  • 3 sílabas – Trissílabo
  • 4 sílabas – Tetrassílabo
  • 5 sílabas – Pentassílabo ou Redondilha Menor
  • 6 sílabas – Hexassílabo ou Heróico Quebrado
  • 7 sílabas – Heptassílabo ou Redondilha Maior
  • 8 sílabas – Octossílabo
  • 9 sílabas – Eneassílabo
  • 10 sílabas – Decassílabo
  • 11 sílabas – Hendecassílabo
  • 12 sílabas – Dodecassílabo
  • 13 ou mais sílabas poéticas – Bárbaro
Actualizado em 31.08.2012, 79.477 Acessos