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quinta-feira, 8 de julho de 2010

Adeus a Matilde Rosa Araújo...

A autora que marcou a literatura infantil


A autora que marcou a literatura infantil





Matilde Rosa Araújo morreu aos 89 anos. Deixa uma obra de referência na literatura para crianças, cujos direitos também defendeu

Foi um dos maiores nomes da literatura infantil portuguesa, autora de títulos clássicos como O Livro da Tila (1957), O Palhaço Verde (1960) ou O Sol e o Menino dos Pés Frios (1970), bem como de livros de contos e poesia para adultos, ou ainda de obras sobre o papel da literatura para crianças e jovens na formação dos mais novos. Professora na Escola do Magistério Primário de Lisboa e do Ensino Técnico Profissional e formadora de professores, e defensora dos direitos das crianças através dos seus livros e da intervenção em organismos como a UNICEF em Portugal, a escritora Matilde Rosa Araújo morreu ontem, na sua casa de Lisboa. Tinha 89 anos.
Entre os prémios que recebeu, contam-se o Grande Prémio de Literatura para Criança da Fundação Calouste Gulbenkian, em 1980 (ex aequo com Ricardo Alberty ); o Prémio para o Melhor Livro Estrangeiro da Associação Paulista de Críticos de Arte de São Paulo, por O Palhaço Verde, em 1991; ou o Prémio Gulbenkian para o Melhor Livro para a Infância publicado no biénio 1994-1995, pelo livro de poemas Fadas Verdes, em 1996.
Em 1994, Matilde Rosa Araújo havia sido nomeada pela secção portuguesa do International Board on Books for Young People para o Prémio Andersen, o chamado "Nobel da Literatura para a Infância". Em 2003, a Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), de que foi uma das directoras, deu-lhe o Prémio Carreira, pela sua "obra de particular relevância no domínio da literatura infanto-juvenil".
Ao receber esta distinção, em Maio de 2004, a autora e docente declarou: "É uma generosidade muito grande por uma carreira que me deu mais a mim do que eu dei a ela."
Nascida a 21 de Junho de 1921, em Lisboa, Matilde Rosa Araújo licenciou-se em Filologia Românica pela Faculdade da Letras da Universidade de Lisboa em 1945, tendo sido aluna de Jacinto do Prado Coelho e Vitorino Nemésio, e colega de Sebastião da Gama, David-Mourão Ferreira ou Urbano Tavares Rodrigues. Leccionou em cidades como Lisboa, Barreiro, Portalegre ou Porto, onde ficou efectiva. Estreou-se na literatura com A Garrana (1943), que ganhou o concurso 'Procura-se um Novelista', lançado por O Século.
Colaborou na imprensa nacional e regional, desde o DN, A Capital ou O Comércio do Porto, até ao Jornal do Fundão, e em revistas como Távola Redonda, Seara Nova ou Colóquio/Letras. Foi sócia fundadora do Comité Português da UNICEF e do Instituto de Apoio à Criança. Nos seus livros colaboraram várias gerações de ilustradores portugueses.
Em 2009, foi publicada uma biografia romanceada da autora, Matilde Rosa Araújo-Um Olhar de Menina, de Adélia Carvalho e Marta Madureira (ilustrações). Em Outubro, será editado a título póstumo o inédito Florinda e o Pai Natal (Calendário), ilustrado por Maria Keil.
O corpo de Matilde Rosa Araújo encontra-se na SPA, de onde o funeral sairá hoje, às 15.00, para o Cemitério dos Prazeres. A escritora será sepultada no talhão dos escritores.










"A melhor forma agora de a homenagear é continuar a ler os seus livros"

 Francisco Madruga. 

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