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segunda-feira, 12 de maio de 2014

O testamento do gato

_”O testamento do gato”


                                   O Testamento do Gato
 Ai, se eu um dia morrer
não quero ser enterrado,
hei-de ficar ao solinho,
em cima do meu telhado.

Levem-me três carapaus
e um pratito de leite.
Comer sempre bons petiscos
é o meu grande deleite

Convidem três gatas pretas
com unhas bem afiadas,
Pois mesmo depois de morto
preciso de namoradas.

Ai, se eu um dia morrer
não me façam despedidas,
eu volto sempre de novo
que um gato tem sete vidas.
      
Luísa Ducla Soares (do livro "A Cavalo no Tempo" - Civilização Editora)

Interpretação:             
2- O poema está dividido em 4 quadras.
2.1-  1ª quadra – enterrado/ telhado
            2ª quadra – leite / deleite
            3ª quadra – afiadas/ namoradas
            4ªquadra – despedidas / vidas
2.2 – os versos do poema têm 7 sílabas métricas.
2.3 – A forma do poema é regular.
3- O gato diz que quer continuar a viver, mesmo depois de morto.
3.1-O gato não quer despedidas, porque ele volta sempre, já que tem sete vidas.
3.2 – Neste poema predominam frases imperativas, porque o gato está a dar ordens.
4- Os dois poemas são sobre um gato preto e ambos falam nas sete vidas do gato.


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